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QUINTA-FEIRA — CADERNO MERCADO

Por que o casal quer ouvir a própria história, não só hits

A tendência de personalização nos casamentos de 2026 está mudando o que contratantes esperam de quem toca ao vivo — e isso é uma vantagem competitiva real.

Por Redação Maestro · 22 de outubro de 2026 · Foto: acervo Maestro

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Por que o casal quer ouvir a própria história, não só hits

Durante anos, a lógica de música para casamento seguiu um roteiro relativamente fixo: entrada, valsa, repertório de hits garantidos para lotar a pista, playlist previsível que funcionava em qualquer festa porque não arriscava nada. Essa fórmula ainda existe, mas ela está deixando de ser o padrão. Rafa Osti e Bruna Sandoval, da Banda Pulse, resumiram numa entrevista recente sobre tendências de casamento em 2026 o que estão vendo mudar na prática: os casais estão cada vez mais à vontade para pedir um repertório que realmente tem a ver com eles — seja rock, sertanejo, forró de raiz ou qualquer combinação pouco convencional — em vez de aceitar passivamente uma lista pronta de sucessos.

Essa mudança tem uma origem clara. Redes como TikTok, Instagram e Spotify moldam em tempo real o que está em alta, e casais chegam à reunião com o músico ou a banda já sabendo exatamente que música querem tocando no momento em que entrarem, ou qual funk, piseiro ou sertanejo atual precisa estar na pista mais tarde. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por raiz cultural — músicas que remetem à história da família, ritmos regionais como xote e forró tradicional, escolhas que criam conexão emocional com convidados mais velhos. A palavra que resume o momento, segundo Rafa, é equilíbrio: uma festa boa hoje precisa comportar identidade, atualidade e os hits que fazem a pista ferver, tudo junto, sem que um exclua o outro.

Isso é, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade para quem toca ao vivo. O desafio é óbvio: repertório fixo, decorado uma vez e replicado em todo evento, perde competitividade num mercado que valoriza cada vez mais personalização. O contratante de 2026 não está procurando apenas alguém que "sabe tocar bem" — está procurando alguém disposto a construir, junto com ele, uma trilha sonora que pareça sua, com espaço para negociar repertório, aprender uma música específica que tem significado para o casal, adaptar arranjo para incluir um gênero que não é o forte natural da banda.

A boa notícia é que essa é justamente a vantagem que música ao vivo tem sobre outras alternativas de sonorização de evento: capacidade de adaptação em tempo real, de ler a plateia, de criar algo que não existe fora daquele momento específico. Um contratante disposto a pagar mais por personalização está, na prática, pagando por flexibilidade — e flexibilidade é algo que só se comunica bem através de conversa direta antes do evento, não de um portfólio genérico publicado nas redes.

Essa conversa, aliás, é o próprio ponto de partida de uma relação que pode se repetir. O casal satisfeito com um casamento personalizado se torna, com frequência, referência para outros casais amigos — e a empresa que contratou uma apresentação sob medida para um evento corporativo tende a voltar quando precisar de outra, desde que alguém lembre de manter esse contato vivo. É esse tipo de continuidade que o Maestro apoia através do CRM do pilar Mercado do Índice TRÍADE: uma forma de guardar o histórico de cada contratante e reabrir, na hora certa, uma porta que já foi aberta uma vez.

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